segunda-feira, setembro 26, 2011


Métodos Substitutivos


- Semana passada houve uma militância on-line para que os métodos de testes em laboratórios deixem de ser praticados em animais. Várias universidades do Brasil ainda se utilizam deste método cruel. Inclusive Campos dos Goytacazes/RJ recentemente inaugurou um Centro de Testes em Animais. Várias pessoas do Brasil todo responderam à este e-mail da Elizabeth entre elas Aurea Maio, Lauro Fujihara, PAM e outros.Veja abaixo o e-mail  enviado pela autora do debate.

Sr. Igor - Ouvidor da Universidade Federal De Goiás

Respondo em nome de nosso Grupo de Proteção Animal, ASD, Animais Sujeitos de Direito, Grupo muito unido e atuante em todo o Pais, inclusive no exterior.

Gostaríamos de solicitar , urgência nos métodos substitutivos das experiências realizadas nesta Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Os procedimentos de pesquisa nos animais caracterizam, SEM DÚVIDA maus tratos e  estão previstos inclusive na Lei de Crimes Ambientais n. 9605/98, artigo 32,  como CRIME, quando existirem métodos substitutivos e todos sabemos que existem !  

Deve ser responsabilidade do Governo e das Instituições de Ensino, criarem mecanismos para a Educação Ambiental, onde os animais por direito estão também incluídos  . Os animais são seres sencientes  e  portanto sentem dor e desespero como nós, humanos.

Uma Instituição de Ensino, deve no mínimo dar bons exemplos e respeitar a Constituição   Federal Brasileira, que determina que o Estado seja tutor dos da fauna e da flora de nosso País. Não aceitamos crueldades desnecessárias com os animais. Queremos uma sociedade menos violenta, mais ética e fraterna , com valores de respeito e compaixão para com nossos animais. Se existem métodos substitutivos por que continuar com torturas desnecessárias ? Todos os animais têm direito a uma vida sem sofrimento.

Se faz necessário, para a evolução de um País que suas Leis e principalmente sua Constituição Federal sejam cumpridas!

Sr, Igor, como Ouvidor desta  Instituição de ensino, não aceite tais práticas!
Os profissionais que forem formados presenciando testes em animais, se tornarão profissionais frios , insensíveis ,sem sentimento e sem ética, incapazes de ouvir com carinho e atenção seus pacientes, que serão tratados como números .

Por favor, repense e considere nossa solicitação .

Elizabeth Ribas - Educadora do Ensino Fundamental


“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios

"As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro."

Segue abaixo a resposta apresentada pela Faculdade de Medicina da UFG sobre esse assunto:

A denúncia apresentada refere-se a fato antigo, cuja defesa já foi apresentada pelo Dr. Heitor, então diretor da Faculdade de Medicina da UFG. A foto e a argumentação apresentadas na época evidenciam como os cães nos chegam, e não como são tratados por nós. E se "esses seres que não podem falar por si mesmos", assim chegam, é porque a sociedade permite que eles assim se tornem. Em outras palavras, toda a sociedade civil organizada (ou não) deveria atuar nesse tocante, a fim de evitar que haja ou se perpetue a produção em massa desses animais abandonados pela sociedade;

Os cães vêm do Centro de Controle de Zoonoses de Goiânia, órgão oficial da Prefeitura Municipal, que tem a responsabilidade de controlar a população de cães abandonados pela sociedade, para manter as condições de saúde da própria sociedade, que não se admite, em pleno século XXI, adquirir raiva, por exemplo.

Este mesmo Centro de Controle de Zoonoses sacrificaria esses animais, em condições que nós, da FM-UFG, desconhecemos. O que nós, da FM-UFG conhecemos é a maneira como os tratamos: são recebidos em ambiente limpo, por tratadores treinados e atenciosos, são tratados com anticarrapaticidas e então encaminhados ao laboratório de práticas.

Nesta etapa contamos com profissional da área (médico veterinário) que supervisiona os trabalhos e cuida para que os ditames éticos, envolvendo animais, sejam cumpridos rigorosamente.No laboratório de práticas, eles são pré-anestesiados, anestesiados, hidratados e, ao final dos procedimentos, são sacrificados por eutanásia, sem sofrimento em nenhuma das etapas por que passam, e jamais retornam ao canil.

Aqui também existe a assistência direta do médico veterinário nos cuidados clínicos e anestésicos dos cães.O treinamento em animais é etapa fundamental para a formação médica. Nenhum modelo, até o presente, substitui o ambiente cirúrgico reproduzido no laboratório da Técnica Operatória, que deverá ser, inclusive, aprimorado para assemelhar-se mais ao ambiente cirúrgico dos centros hospitalares, especialmente quanto à restrição de pessoal não afeito ao serviço.

Resta-nos saber que espécie animal seria "autorizada" pela denunciante ou pela entidade que ela representa, para esse tipo de aula prática, imprescindível em nosso ponto de vista, ou se deveríamos empregar seres humanos para isso.

A Faculdade de Medicina/UFG franqueia a visitas para órgãos oficiais - promotores para que possa fazer vistorias nas condições de atendimento aos cães.  Estas denúncias de 2008 foram todas apuradas pelo Ministério Público e não houve nenhuma restrição para que continuássemos com as aulas. Esperamos ter esclarecido o episódio e estamos à disposição para novos esclarecimentos.

Prof. Dr. Vardeli Alves de Moraes Diretor da Faculdade de Medicina da UFG

Atenciosamente,
Igor Rodrigues VieiraCoordenador da Ouvidoria/UFG

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