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terça-feira, fevereiro 14, 2012
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Simplesmente Menininha...
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Foi num dia chuvoso, na rua em meio a muitos carros, que minha esposa encontrou a Menininha. Ela estava tremendo de frio e assustada. O coração de minha esposa falou mais alto e a resgatou...
Quando cheguei em casa, não me conformava por ter ingressado mais um cão em nosso lar. Já temos oito, e mais um já ultrapassava o limite dos limites. Porém, não resisti ao jeito de viver de Menininha e aos poucos ela foi me conquistando.
Menininha não era nenhum cão de raça. Era uma autêntica “vira-latas” ou chamada atualmente de Sem Raça Definida (SRD). Pêlo estilo sabugo, orelhas grandes e olhos amendoados. Na realidade o que mais nos chamou a atenção foi à atenção que aquele pingo de gente (se é que posso chamá-la assim) tinha com tudo que se passava ao seu redor.
Menininha tinha uma auto-estima elevada e não se importava com seu pequeno tamanho. Quando íamos recompensar cada cão com alguma guloseima, ela se embrenhava no meio dos outros querendo um pouco mais, quer fossem de seu tamanho ou bem maior. Ela não se fazia de rogada não.
Nossos cães latiam, Menininha também latia, como se também fizesse parte da matilha. Aliás, ela já se sentia parte de toda família.
Menininha olhava sempre nos nossos olhos, como se quisesse dizer algo. Era brincalhona e dócil. No segundo dia eu já a pegava no colo e lha dava atenção. Ela já tinha me conquistado.
Mas de forma implacável a doença surgiu. Conhecida como cinomose, ela alcançou Menininha e começou a avançar lentamente, sem sintoma inicial aparente. Quase uma semana depois de seu resgate, a doença já havia atingido o seu sistema nervoso. Uma das patas traseiras tremia, e esse foi o primeiro sintoma que apareceu e nos alertou. Levada ao veterinário, foi medicada e receberia ainda mais medicamento em casa: segunda dose de soro e antibióticos. Agora era aguardar para ver se Menininha iria ganhar a batalha contra a doença...
Infelizmente o quadro de Menininha só piorou. As tremedeiras, restritas às patas traseiras, agora impediam que Menininha andasse com equilíbrio e começaram a avançar para outras partes de seu corpinho. Mas ela estava resistente. Não queria que a doença avançasse. Quando era alimentada, comia tudo rapidinho. Estava lutando. Nós estávamos ao seu lado, e ela sabia e dizia isso com os olhos.
Foi no final do dia de ontem, nove dias depois do resgate, que percebemos que a batalha não seria vencida. Menininha andava com dificuldade, com a anca caída, e um de seus olhinhos já começava a tremer, mostrando que a doença agora já tinha tomado de forma cruel seu sistema nervoso...Começou a ter convulsões e espumava pela boca. Ela simplesmente gemia e andava de um lado ao outro, sem orientação nenhuma. Estávamos sofrendo em vê-la naquele estado. Com aquele quadro, era inevitável o final que tanto temíamos. Menininha já parecia desligada desse mundo...
Minha esposa passou a noite toda do seu lado e foi nesta manhã que levamos Menininha ao veterinário para ser feito o que seria melhor para abreviar seu sofrimento, visto que o quadro era irreversível segundo diagnóstico veterinário...Saímos de casa com tristeza, com Menininha envolta em uma coberta e no colo de minha esposa. Durante o trajeto ela continuava com as convulsões, espumava pela boca e mal conseguia abrir seus olhinhos. Seu corpinho se batia como se nadasse no ar...
Ficamos pensando se ela estivesse passando por todo esse sofrimento sozinha na rua e ainda contaminando os demais animais...Na sua curta vidinha, ela teve a oportunidade de ter tido, pelo menos por alguns dias, uma família. Foi acolhida e amada, levando para o Universo Astral esse sentimento de amor...Sei que é difícil, mas procuro sempre lembrar da Menininha altiva, brincalhona e dócil.
Simplesmente, Menininha, assim quero lembrar dela...No pouco tempo que ficou conosco nos ensinou mais ainda sobre os sentimentos de amor e compaixão.
Alexandre C. Alves
sábado, novembro 26, 2011
Homenagem a Victória Papp
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A Victoria partiu no dia 19/11/11...A Maura a devolveu para Jesus!
Diz a Maura que esta é ela lá do céu vindo trazer boas energias
* 20/08/2008 / + 19/11/11
Céu dos cachorrinhos. Que Deus abençoe todos os animais!
quinta-feira, setembro 22, 2011
Cristal deixa saudades no coração de D. Iolanda e Nayara
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- Eu vou sentir tanta sua falta, assim como já estou sentindo, você acompanhou 13 anos da minha vida, me amou, secou minhas lágrimas (literalmente). Você sabia quando eu estava triste e vinha na minha direção pedindo colo, me lambendo com uma carinha de: "estou aqui, eu amo você, esquece tudo"...
Vou sentir saudade de te chamar de pudim querida, de porca por comer lagartixas e pererecas (como você gostava de caçá-las), lembro do dia em que fomos buscar você, a primeira poodle da casa, tão linda uma bola de pelo, extremamente levada, MUITO LEVADA MESMO, louca pelas almofadas de casa, cada brincadeira, cada momento que passamos, não é ?
Realmente o cão é o melhor amigo do homem (depois de Deus) pena que muita gente não sabe, infelizmente a velhice chega, para a idade de um cão, e não deu para salvar você, eu não pude, eu não vou esquecer ontem, você passando mal, balançando o rabinho para mim, me olhou profundamente nos olhos eu te peguei, você realmente estava se despedindo de mim, foram as lambidas mais tristes que você me deu, eu sempre vou lembrar, sempre minhas lágrimas agora, não poderiam expressar o bem, a elegria que você me deu, eu te amei muito, eu te amo muito, eu sempro vou lembrar de você Cristal, sempre! (Nayara).
- Cristal foi muito feliz e nos trouxe muitas alegrias. Se tornou membro da família em 2002, quando operei o coração pela primeira vez. Nada nesta vida é eterno. (D. Iolanda).
Fonte: Depoimento de Nayra e D. Iolanda quando sua cachorrinha Cristal se despediu desta planeta. Recebido através do facebook e e-mail, editado pelo PAM.
segunda-feira, setembro 19, 2011
Adriana presta sua homenagem ao Dino
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Dino chegou em minha casa em 2000 com 45 dias de vida. Um pequeno poodle preto, peludinho, meio assustado e curioso. Viveu como “filho único” durante 07 anos, sempre sendo tratado com mimos, carinho e amor. Graças a minha relação com ele, comecei a olhar com olhos mais atentos os outros animais. Comecei a perceber que esses seres vivos interagem de forma fantástica com nós humanos. São amigos fiéis, cúmplices e companheiros. Em troca de toda essa devoção só precisam de um pouco de atenção e cuidado. Coisas super simples de dar....
Dino viveu entre nós até 11 anos de idade. No último dia 09/09/2011 ele se foi. Lutávamos contra um linfoma, mas seu frágil coração acabou não resistindo. A primeira sensação é horrível, é como se tivessem arrancado ele de mim sem pedir licença, nem permissão. Fica um vazio no peito e uma angústia enorme. Com o passar dos dias, e já com pensamentos mais racionais, fui entendendo que fiz tudo o que pude para salvá-lo e do primeiro ao último instante que estive com ele, dei o meu melhor...
Ficaria aqui por mto tempo falando para vocês da nossa relação, das nossas histórias e aprendizados e de como sinto sua falta, mas não quero cansá-los.
O importante agora é continuar guardando tudo que vivemos em meu coração e ter a certeza de que minha missão ainda não foi cumprida.
Como já falei minha relação com Dino contribuiu para ampliar meu olhar em relação aos animais. Hoje tenho mais três presentinhos peludos em casa, que resgatei das ruas em condições de abandono, doença e total covardia. Eles também precisam de mim e estão nesse momento ajudando a confortar meu coração.
Além deles tem os outros excluídos da sociedade humana que ainda encontram-se nas ruas e precisam da nossa ajuda. Assim continuo seguindo em frente, fazendo pequenas diferenças àqueles amiguinhos peludos que cruzam meu caminho.
Ficam a saudade de Dino, nossas lindas histórias de amor e meu total agradecimento, pois tenho certeza que com ele tive milhares de momentos de alegria e aprendi a ser uma pessoa melhor.
Fonte: Recebido via e-mail por Adriana Magalhães
terça-feira, agosto 09, 2011
Mais um vítima de envenenamento em Macaé
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"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem." (Leonardo da Vinci)
Fonte frase: http://www.sitequente.com/frases/animais.html
terça-feira, julho 05, 2011
Chiquinho: de um estado de sofrimento, conheceu nos seus últimos dias a compaixão humana.
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Logo após a partida de Chiquinho, resolvi escrever, no mesmo dia, sua história. Embora sua passagem pela minha vida e da minha esposa tenha sido muito breve, ela nos marcou muito devido à situação em que nos deparamos com aquele cãozinho. A primeira página da narrativa saiu sem dificuldade, mas a partir do momento em que a narrativa começou a avançar em direção ao seu final, senti dificuldade em escrever. Cada linha que escrevia me lembrava do Chiquinho e isso me doía muito. Após cinco dias, retomei a escrita e consegui concluir a história que se inicia abaixo:
Era uma quinta-feira de 2011, feriado de Corpus Christi, e estávamos indo ao centro da cidade almoçar quando observei um cachorrinho caminhando meio trôpego do lado esquerdo da rua, acompanhando a fileira de carros estacionados ao longo da via. Fiquei triste ao ver aquele animal naquela situação. Era mais um, das centenas de animais abandonados que vagam pelas ruas e avenidas da cidade de Macaé. Minha esposa também viu o animal, mas imediatamente mudou a direção de seu olhar orando a Deus, postura que adotou após ter feito mais de 60 resgates em 4 anos na cidade e diante da impotência em não poder fazer mais do que já faz... Esta realidade a fazia sofrer muito. Eu continuei a olhar o pequeno cão pelo retrovisor e notei que ele havia sido derrubado, acidentalmente, ou não, por um indivíduo que seguia em sua bicicleta. Fiquei revoltado, tanto pela queda do animal, quanto pelo fato de o indivíduo debochar do animalzinho e começar a dar risada. Meu sangue subiu e imediatamente parei o carro para desabafar toda a minha indignação por aquilo que acabara de presenciar. Foi um ato totalmente emocional e poderia ter acontecido algo mais grave comigo ou com minha esposa, já que eu estava enfurecido e não sabia com quem estava lidando. Além do mais, notei que o indivíduo não estava sozinho, por isso procurei ficar calmo. Os dois homens seguiram seu caminho após justificativas e me desculpei pra evitar maiores conflitos. Percebi que ao dobrarem a esquina, eles voltaram a dar risada, agora não do animal, mas de mim. Ignorei aquilo.
Quando me dei conta, minha esposa, também, estava fora do carro e ido atrás do cãozinho. Ela gentilmente o pegou em seus braços e levou para a segurança do nosso carro. O animalzinho estava bem mal, era um poodle idoso cuja cor dos pêlos variava do marrom claro ao quase preto. A variedade de cores era devido ao fato do animal estar bem sujo, sem tratamento algum, e alguns pêlos estarem queimados devido ao sol. Embora tivesse muito pêlo, estava subnutrido e uma secreção escorria de seu focinho. Os seus olhos estavam bem esbranquiçados, evidenciando que ele era cego. Seu cheiro de carniça era quase insuportável. Imaginamos que ele tinha algum ferimento na boca ou na parte interna de seu focinho, talvez provocado por algum atropelamento.
Levamos o animal imediatamente para uma veterinária amiga que deixou seu descanso para atender com amor àquela vida. Logo depois de medicado, seguimos com ele para nossa casa. Chegando lá, colocamos o animal no canil que é bem espaçoso para um cão pequeno (cabe até dois cachorros grandes) e possui na parte de trás casinha feita de alvenaria com todo conforto. Assim, ele ficaria isolado dos nossos sete e não aconteceria nenhum incidente. Além disso, não sabíamos se o animal tinha ou não alguma doença contagiosa e por isso o isolamento era uma precaução necessária. No canil, ele caminhava de um lado para o outro, com dificuldade. Sua respiração fazia um ruído estranho, provavelmente devido à secreção que deveria se acumular em sua fossa nasal e constantemente escorria. Como isso provavelmente o atrapalharia na hora de se alimentar, minha esposa, cerca de uma hora antes molhava a ração para que amolecesse para não machucar a boca. Foi no final desse dia que observamos um pouco de sangue, misturado à secreção, escorria de seu focinho. A vasilha de água ficava toda suja de sangue e fedendo, tendo que ser trocada toda hora.
No dia seguinte ele começou a piorar e corremos para a veterinária e doeu na gente a agulhada em sua patinha magrinha para colher sangue. Logo que o sangue foi colocado no tubo de ensaio e lacrado, uma nítida separação em duas fases, uma bem clara e outra escura, já dizia que o animal estava pelo menos com anemia. Seus ouvidos estavam infeccionados e quando eu achei que aquilo era tudo, ainda viria o pior. Ao examinar com mais detalhes a boca do animal, a veterinária viu um grande buraco em seu palato, fazendo uma comunicação entre a boca e a fossa nasal. Envolto a essa cavidade aberta havia muito tecido morto, provavelmente a fonte de tanto mau cheiro. Era por isso que ele fazia aquele ruído diferente enquanto respirava e tinha dificuldade para comer algo mais sólido: a comida sólida provavelmente feria o local lesado ou mesmo poderia obstruir sua fossa nasal. A veterinária não sabia se aquele ferimento era devido a alguma doença que se desenvolveu ou se foi fruto de alguma pancada que destruíra a parte óssea interna de sua boca. Apesar de o animal estar muito debilitado e num estado lastimável, víamos que ele queria viver. Queríamos o melhor para ele, mas sem que sofresse. Chegando em casa, minha esposa deu um medicamento para combater o quadro infeccioso na parte interna de sua boca e dipirona para amenizar a dor. Remédio também foi aplicado em seus ouvidos. Medicado e alimentado, restava aguardar e esperar pelos resultados do exame de sangue.
O animal havia ganhado minha confiança e principalmente da minha esposa. Era ela que o alimentava, medicava e ficava a maior parte do tempo com o cãozinho. Foi na 3ª noite que demos o nome para nosso protegido: Chiquinho, apesar de não sermos católicos temos grande carinho por São Francisco de Assis protetor dos animais e este nome foi em sua homenagem. Neste dia percebemos que Chiquinho não havia melhorado. Havia comido bem menos que nos dias anteriores e parecia ter mais dificuldade para respirar. Quando resgatamos Chiquinho sabíamos que dificilmente ele adotado. Afinal, quem pegaria um cão cego e idoso? Pensamos em enviar Chiquinho para um abrigo, pois não temos condições de ter mais animais. Lá ele talvez pudesse ter a chance de ser adotado e, caso não fosse, teria um local seguro para ficar até o final de sua vida. Como Chiquinho não melhorava, naquela noite repensamos na idéia do abrigo. Ele agora seria enviado só depois que estivesse mais forte e melhorado da seqüela que tinha. Mesmo assim iríamos repensar sobre o assunto. Nesta noite dormi muito mal. Estava agoniado com aquela situação. Estávamos fazendo o melhor para Chiquinho, mas parecia que não estava dando muito resultado.
Na manhã do 4º dia, minutos antes de seguir para o trabalho, fui até o canil para ver como ele estava. Não me aproximei muito, mas notei algo estranho pendurado em sua boca. O chão do canil estava todo ensangüentado. Avisei minha esposa e sai para o trabalho com o coração apertado.
Chegando ao trabalho já estava prevendo o pior, pois a cena do sangue no canil e aquele negócio saindo da boca dele não podia ser boa coisa. O telefone tocou pouco mais de uma hora depois que havia saído de casa. Era minha esposa. Ela estava desesperada e me relatou o estado de Chiquinho. O que pendia da boca dele era na verdade a carne necrosada do interior de sua boca e que agora estava sendo expulsa para fora, provavelmente devido ao remédio que estava fazendo efeito sobre aquela infecção. Não imagino a dor e sofrimento que ele estava sentindo, pois estava tendo uma hemorragia. Cheguei em casa e auxiliei minha esposa a pegá-lo para levar à clinica veterinária. Não era algo muito fácil sair de casa com um cão naquelas condições, já que temos mais oito cães curiosos que vivem soltos. O envolvemos numa manta e carregamos com cuidado até o carro. No trajeto até a veterinária ele não parecia muito assustado. Somente quando o carro balançava um pouco mais que se mexia. Pouco antes de chegarmos à clínica, minha esposa disse que ele parecia tranqüilo, envolto pelos braços de minha esposa e com a cabecinha repousada sobre seus braços. Sua respiração estava menos ofegante, como se ele estivesse mais aliviado, já se rendendo a uma situação que era inútil lutar.
A veterinária nos disse logo que viu Chiquinho que seu estado de saúde era bem delicado e difícil. Naquelas condições, um ou dois dias na rua Chiquinho já estaria morto. Minha esposa e eu estávamos arrasados e a veterinária nos disse que Chiquinho teria uma pequena chance de sobreviver, mas que seria uma vida breve com dor e sofrimento diante do quadro exposto. Essa conversa inicial foi à última coisa que precisávamos para decidir o destino de Chiquinho. Após vivermos todo aquele sofrimento decidimos pela eutanásia, pois qualquer outro procedimento seria prolongar sua dor que provavelmente era insuportável. Estávamos tristes, mas aquela era a decisão mais correta a ser feita diante daquela situação. A veterinária nos confortou dizendo que estávamos fazendo o correto, o mais humano. Afinal, havíamos recolhido Chiquinho das ruas e dado a ele uma chance de se recuperar nos dias que ele conviveu em nosso lar. Infelizmente ele estava muito debilitado e havia perdido muito sangue nos dias em que ficara nas ruas. O que mais nos angustiava naquele momento era o sofrimento daquela vida. Era quase dez horas da manhã de segunda-feira quando Chiquinho foi posto numa mesa e sedado sendo confortado pela minha esposa que ficou junto até o procedimento anestésico e quanto saiu da sala ele dormia e não sentia mais dor. Quando Chiquinho foi sedado, eu me encontrava do lado de fora da sala de consulta e minha esposa é que me deu a notícia da sedação ao sair. Ela me encontrou com olhos marejados e perguntou se eu havia chorado. Respondi que sim, mas que agora estava mais aliviado. Minha esposa também chorava. Como podemos chorar por um animalzinho que mal conviveu conosco? Afinal, Chiquinho não chegou a ficar quatro dias conosco. Choramos pelo seu sofrimento e por pensar em como o ser humano era capaz de deixar um animal naquele estado e não fazer nada... Chiquinho teve a felicidade de ser encontrado por nós e ter conhecido a bondade humana nos seus últimos dias de vida.
Naquele dia, após sair da clinica fiquei um pouco mais aliviado, porém ainda sentia uma angústia em meu peito. Deixei minha esposa em casa e fui trabalhar, pelo menos, tentar trabalhar. A imagem de Chiquinho, todo frágil e doente andando de um lado para o outro no canil não saía de minha mente. Meus olhos marejaram quando minha esposa ligou dizendo que, ao limpar o canil, sentira a presença do Chiquinho e uma sensação de alívio preenchera seu coração. Era pouco mais de onze e meia da manhã. Agora sim, diante da minha crença, acreditava que Chiquinho já estava liberto daquele corpinho maltratado, doente, e estava em outro corpinho ou em outro plano. Apesar do telefonema consolador, almocei mal e só melhorei no dia seguinte.
Eu e minha esposa esperamos que Chiquinho esteja bem, onde quer que esteja agora. Se sua alma está agora em outro corpinho, que desta vez ele possa ser recebido por uma família carinhosa desde seus primeiros dias de vida e ter uma boa qualidade de vida até o final de seus dias, como merece todos os seres criados por Deus.
Um protetor.
segunda-feira, junho 27, 2011
Homenagem a Estelinha
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Estelinha foi para o céu dia 22/06/11. Tão bonita, novinha, carinhosa, porém, só conheceu o amor no final da sua vida tão sofrida...Desde filhotinha foi abandonada numa obra, ficou lá jogada muito tempo, até que desapareceu. Quando reapareceu, estava muito machucada e debilitada. A solidariedade da Paula falou mais alto que às dificuldades e ela custeou e ofereceu socorro veterinário necessário. Foi esterilizada, lutou contra a doença do carrapato, mas infelizmente foi acometida pela cinomose e não resistiu...
Ela ficou com a Paula durante um mês e foi muito amada e feliz. Partiu sabendo que existem pessoas boas.
Seja feliz Estelinha, agora você está nas mãos de Deus e nada nem ninguém mais vai poder te fazer mal.
sexta-feira, junho 10, 2011
Homenagem a Preta (covardemente envenenada no Vivendas da Lagoa)
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A Preta teve a alegria de ser resgatada e adotada em Julho/2003 pela Vanessa, que tratou da sua doença venérea e retirou seus tumores de mama, e viveu feliz durante quase oito anos ao lado de sua mãe humana até que na última semana foi covardemente envenenada no Bairro Vivendas da Lagoa...Muita gente acha que só em comunidades pobres há este tipo de ação, mas se vê que a maldade humana não tem "classe social" e que há muito pobre mais amoroso e humano...Mas pra justiça Divina nada passa em branco e temos certeza que a lei de Ação e Reação prestará contas da maldade que esta pessoa fez.
Lembremos a frase de Jesus: "Pai, perdoai porque eles não sabem o que fazem".
Fonte das imagens: http://capelinhasaofrancisco.blogspot.com/
Moldura da foto: http://www.fotomolduras.com/
Imagens e texto: PAM









