sexta-feira, janeiro 28, 2011


Dia 27 de janeiro comemora-se aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Dia 27 de janeiro é dia da Declaração Universal dos Direitos Animais, mas há pouco a comemorar (artigo publicado no site da ANDA EM 27 de janeiro de 2011).

Em 27 de janeiro de 1978, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) aprovou a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, da qual o Brasil é signatário. De lá para cá, lá se vão 33 anos. E embora tenha havido alguns avanços na proteção aos animais (principalmente aos que estão em risco iminente de extinção), o artigo 2º – que versa que o homem, como também uma espécie animal, não pode exterminar outros animais ou explorá-los violando este direito -, está longe de ser uma realidade.


Animais vítimas do tráfico em tubos de PVC (Foto: Reprodução/EPTV)


Infelizmente o que se vê, sobretudo no Brasil, é uma série de violações desse direito, como se a raça humana fosse soberana (e não dependesse da fauna e da flora para sobreviver). A lista de abusos beira a barbárie: são pássaros que têm as asas quebradas para caber em tubos de PVC e serem transportados “mais facilmente” pelo tráfico ilegal; caranguejos com as patas arrancadas (aquelas, que a maioria das pessoas consome como aperitivo nas praias do País) e jogados de volta ao mangue, para morrer de inanição (idem com os tubarões, que perdem suas barbatanas “afrodisíacas” e são lançados de volta ao mar, sem poder voltar a nadar); e outros que são levados para casa, como bicho de estimação (caso das preguiças e dos dóceis peixes-boi), mas que acabam por morrer à míngua, pela inadequação completa da dieta que consomem.

Claro que todos esses desmandos não são uma exclusividade do Brasil. Nesta semana já assistimos que chimpanzés têm suas patas e cabeças arrancadas na África Central, para servir de remédio, em rituais de vudu e como afrodisíacos. Idem para o urso-polar, que já não encontra mais lugar para viver e se alimentar, por conta dos estragos que a raça humana faz no clima.
Embora a declaração dos animais siga a mesma trilha filosófica da dos Direitos do Homem, fica claro que estamos bem longe de uma equação justa, de proteção e amor aos bichos, apesar de toda ajuda deles aos seres humanos (inclusive com a própria vida, em pesquisas científicas; outra prática cruel e condenável, diga-se).
(Foto: Reprodução/EPTV)


Quem em sã consciência duvida de uma lealdade canina? Basta lembrar o número de cães que são explorados pelas tantas instituições militares aqui e no mundo, trabalhando com policiais no combate ao tráfico de drogas, com bombeiros na localização de vítimas de incêndios e grandes tragédias (como a que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro), ou mesmo para servir de olhar, como guias para deficientes visuais. Exemplos não faltam…

Quem sabe um dia as palavras da Declaração Universal dos Direitos do Animal de fato valham o quanto dizem. Por ora, servem para decorar as páginas dos livros, da internet e o hall de pets shops, sempre sem ecoar onde deve: na alma humana que assiste a tudo, impassível, como se a vida fosse apenas mais uma ficção de tevê.
Com informações de EPTV








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